sábado, 12 de agosto de 2017

bom fim de semana e boas férias

A meus filhos 
desejo a curva do horizonte.

António Osório

Tenho os olhos azuis de tanto os ter
lançado ao mar

Maria do rosário Pedreira



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

"sem História e sem memória não pode haver futuro" (uma forma de regressar pouco a pouco)


Desenhar para Nunca mais Esqecer
(programa que passou na RTP2, 6 de Agosto e a não perder)

"O que aconteceu com as crianças que se deitaram no berço errado? Perguntou o artista austríaco Manfred Bockelmann. Nascido em 194, ele embarcou numa missão: desenhando os seus rostos ele quer retirar do esquecimento as inúmeras crianças que que foram assassinadas na Alemanha nazi.
E veio-me à memória a ainda não acabada de ler entrevista de de Arundahati Roy, indiana, ao Expresso desta semana. Querm poderá vir a desenhar os rostos das crianças maltratadas e assassinadas na Índia?
Quantos anos terão que passar? 
Haverá fotografias?

Nem o programa na TV nem a entrevista de Roy, podem ser desperdiçadas. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Pausa, que não de férias, mas também ... Se gostam de Corto Maltese, surpreendam-se

Ler texto todo AQUI

Pausa neste Mar .... Até que a vontade me volte .
Boas férias a quem passa e um enorme abraço . tão grande como Corto....
Parece que Mitterrand, perguntado sobre que personagens o impressionavam ou o seduziam, apontava para Corto Maltese. Matreirice, seria uma imitação mais elegante, mas escassamente menos narcísica, de um De Gaulle que afirmava que só temia a concorrência da popularidade de Tintin. Cada um vinha do seu tempo e, se ambos sobreviveram com um “perfume de lenda”, como escreve Umberto Eco sobre Corto, o facto é que foi Hugo Pratt quem marcou a imaginação que trespassa as fronteiras do espaço e da imaginação. Por isso, Corto Maltese é o herói moderno que sobrevive à sua contemporaneidade.
Talvez as pistas sobre este marinheiro maltês, filho de uma cigana de Sevilha e de outro marinheiro perdido, que nasceria em 1887 e cresceria no bairro judeu de Córdoba, ou seja, sem pátria, assistindo depois às guerras inaugurais do novo século, estejam por aí espalhadas: Italo Calvino participara na preparação de um guião de um filme, “Tikoyo e o tubarão” (1962, Folao Quilici), sobre uma criança que fala com o seu amigo tubarão, e horizontes oníricos desse tipo foram sendo explorados por muitos autores (veja-se a “Balada” ou “Mu”); e, evidentemente, a literatura de viagens aventurosas, de Rimbaud a Jack London, povoara a juventude de Hugo Pratt. Pratt, aliás, cresceu na Etiópia, viveu em Buenos Aires e Veneza, e sobretudo, percorreu as fábulas em que se mistura com Corto, a que dá forma no dia 10 de julho de 1967, com “A Balada do Mar Salgado” – fez agora cinquenta anos.

domingo, 16 de julho de 2017

Entre a arte e a solidariedade, bom domingo

Fotografia de Ana Baião
Fotogaleria para ser vista AQUI   e texto de importância para amantes de fotografia e o prazer de ser solidário.

(Público de hoje)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

segunda-feira, 10 de julho de 2017

leituras breves e boa semana

O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome

Fernando Pinto do Amaral, Segredo

(fotografia de fotografa célebre , mas esqueci o nome)

sábado, 8 de julho de 2017

Ainda O'Neill . Bom fim de semana

Pintura de Júlio Pomar (ano?)


.....
O Português é, com certeza, um dos povos que ainda mais se preocupa com figura que faz perante os outros, sobretudo perante os estrangeiros. Sendo acolhedor, lhano, gentil, o medo do ridiculo domina-o a tal ponto que o leva a hipérboles; essas, sim, perfeitamente ridículas. As perfomances  sexuais do português  - do portuguesito, como muitas vezes se diz, no fundo para aumentar a repercussão das proezas - são constantemente exaltadas  acabam por impregnar de ranço as conversas. no seu foro intimo, o que as mulheres portuguesas se devem rir! É que elas, frustradas ou não, são as mães dos seus próprios homens e olham-nos misericordiosamente... 

....

Da crónica, PARA NASCER, POUCA TERRA; PARA MORRER, TODA A TERRA


quinta-feira, 6 de julho de 2017

PARA NASCER, POUCA TERRA; PARA MORRER, TODA A TERRA (continuação)

   O anedotário relativo ao recente passado politico português é fértil  em exemplos nos quais a culpa e o medo, mesmo quando objecto de irrisão, desempenham o principal papel. Pense-se na conhecida história do professor de de literatura portuguesa que chega a casa, depois de um dia de trabalho e, muito irritado, desabafa com a mulher : - « - Calcula tu que hoje perguntei a um rapazito de doze anos quem tinha feito Os Lusíadas . Sabes o que aconteceu? O aluno desatou a tremer, a choramingar e acabou por dizer que não tinha ele... É incrível, não achas?.  Resposta da mulher: «- Ó querido, Talvez não tenha sido, coitado...»
  Bem sabemos que de qualquer regime totalitário se pode contar uma história semelhante a esta, só que em Portugal a rejeição da culpa toma, como automático reflexo, a prevalência, quase empurrando para segundo plano a ignorância cultural crassa que na mesma história se manifesta. Isto é: o simples perguntar « Quem fez ?»... é encarado como imputação de responsabilidades e imediatamente repelido.
A culpa vem-nos  de longe . É,  com certeza muito anterior à Contra-Reforma e à instauração da Santa Inquisição. Pois não será verdade que a fundação da nacionalidade portuguesa por mais que os historiadores alinhem motivos extrapessoais, extrafamiliares, estará sempre ligado, no consenso popular, ao castigo de uma culpa e, mais, à punição de uma mãe pelo seu próprio filho? Com efeito, toda a gente parece não ignorar que D. Teresa, a mãe de Afonso Henriques, que viria a ser o primeiro rei de Portugal, alegrava a sua viuvez com o conde galego Perez de Trava. Na batalha de S. Mamede (nas cercanias de Guimarães) D. Afonso vence a mãe, o Perez de Trava, os partidários deles e, de um só golpe, castiga culpada e, praticamente, põe Portugal em condições de nascer...
   Esta é a versão em que todos gostam de acreditar. É uma história em que as pessoas se podem projectar. tem culpa, tem rebelião do filho contra a mãe, tem castigo dos culpados e acaba por fazer nascer uma criança que viria a ser robusta : Portugal.

.....
(continua)

Do livro, JÁ CÁ NÃO ESTÁ QUEM FALOU, da editora ASSÍRIO&ALVIM
Recolha de crónicas

terça-feira, 4 de julho de 2017

PARA NASCER, POUCA TERRA; PARA MORRER, TODA A TERRA ( Alexandre O´Neill ) (1)

Em Portugal, nunca deixamos cair um objecto: ele é que nos escapa das mãos. E, claro, a culpa não é nossa. Aliás, neste país vale tudo no jogo das relações entre as pessoas , menos ter culpa. Ou, melhor dizendo, da culpabilização fazemos nós uma arma. De um modo geral, podemos afirmar que , dentre as várias maneiras de  dividir a sociedade, uma delas é em culpados e não culpados. De quê, não se sabe bem. Pode nascer-se culpado sem que forçosamente se acredite no pecado original; è admissível que se morra sem culpa, apenas porque sim.
«A culpa não foi minha!», dirá a empregada doméstica ou a criança olhando para os cacos do prato que lhe escapou das mãos. E, provavelmente, tanto a criança como a empregada doméstica terão razão... É que tudo traz consigo uma espécie de fatalidade: o «destino» de um objecto pode extinguir-se nas nossas mãos porque assim estava determinado, predeterminado. O respeito que se tem por um criminoso «de morte», quando o crime dele é passional e não crapuloso, enraiza na mesma crença obscura. 
A gestação do medo, através desse complicado caminho de culpa e não culpa, começa no leite que se mama. Os telhados portugueses não têm só antenas de TV. Têm, ainda têm, sob formas tradicionais ou formas de banda desenhada, os papões que vêm inquietar o sono dos meninos:


Chó!Chó! Papão
sai de cima do telhado,
deixa o menino dormir
seu soninho descansado

E a verdade é que este papão - o culpabilizador por excelencia - se corporizou durante cinquenta anos, para o comum dos portugueses, na polícia que a todo o momento podia irromper por uma casa e levar este ou aquele para lhe espremer  culpas ou, depois, apresentar-lhe desculpas ....

....
(continua)

Crónica do livro, JÁ CÁ NÃO ESTÁ QUEM FALOU, ALEXANDRE  Ó NEILL (compilação póstuma)

sábado, 1 de julho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

"OS BOIS QUE DIGAM OS SEUS NOMES ",


De Alexandre O' Neill, livro , JÁ CÁ NÃO ESTÁ QUEM FALOU

Barro , os bois, de Rosa Ramalho

domingo, 25 de junho de 2017

Hoje, dou-te um verso, amanhã, logo se vê ....

O gato do João Viana
-Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,
       Se quiseres ser gentil, perguntar como estou.
Agora no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras :
Nada a fazer, minha rica . O menino dorme. Tudo o mais acabou.

Mário de Sá-Carneiro, Caranguejola

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O "portuguesismo solar, carnal e pagão" * em noite de S. João

De Eduardo Viana , Bonecos de Barro, 1919

Excerto de poema a S. João

* Palavras de José Augusto-França a propósito de Almada e Eduardo Viana,  sobre o modernismo futurista na força que os anima.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

fim de semana a vosso jeito....

És tu quem está nos começos do mar
e as nossas palavras vão molhar-te os pés
Ruy Belo , Vestigia Dei

(o meu olhar)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Fernando Pessoa e "Os Santos Populares"



"Fernando Pessoa terá escrito, como ele próprio afirma, os três poemas dedicados aos Santos no dia 9 de Junho de 1935. Quer seja verdade quer não, o que conta para o seu entendimento é a vontade do poeta que assim tenha sido."
(Introdução de Yvette Kace Centeno)
"Ainda que escritos sobre o tema popular dos três santos lisboetas de Junho, estes poemas não são, . nem pretendi que fossem, populares"
(nota de introdução de Fernando Pessoa)


SANTO ANTÓNIO

Nasci exactamente no teu dia -
Treze de Junho , quente de alegria,
Citadino, bucólico e humano,
Onde até esse cravos de papel
Que têm uma bandeira em pé quebrado
Sabem rir...
Santo dia profano
Cuja luz sabe a mel
Sobre o chão de bom vinho derramado!


Santo António,  és portanto
O meu santo,
Se bem que nunca me pegasses
Teu franciscano sentir,
Catholico, apostolico e romano.

....

.....

A cada um o seu "sermão" ....


Santo António e Fernando Pessoa , de Júlio Pomar

segunda-feira, 12 de junho de 2017

sábado, 10 de junho de 2017

Um dia que não podia passar em branco, querida Língua Materna

*
PORTUGUÊS

Se a língua ganha
a dimensão da escrita
e a escrita toma
a dimensão do mundo
*
Descer é preciso até ao fundo
na busca das raízes da saliva
que na boca vão misturar tudo
*
Mas há ainda a pressa do papel
que no tacto navega a brusca seda
Se a sede se disfarça sob a pele
descendo pela escrita essa vereda
*
E já se inventa
enlaça
ou se insinua
*
Se entrelaça a roca e o bordado
que as palavras tecendo
lado a lado
querem do país a alma nua
*
Aí podes parar
e retornar à boca
esse espaço de beijo e de cinzel
*
Onde a fala retoma a língua solta
trocando a ternura
pelo fel
*
Um lado após o outro
a dimensão está dita
O tempo a confundir qualquer abraço
entre o visto e o escrito
*
Espelho e aço
*
Nesta fundura boa
e mar profundo
*
Para depois sibir a pulso
o mundo

*

("Inquietude" - 2006)

Camões, de Júlio Pomar, 1986

Poema de Maria Teresa Horta , retirado do FB, neste dia 10, Dia de Camões e da Língua

terça-feira, 6 de junho de 2017

"Vilão quer-se espremido com limão"

DA ICONOGRAFIA DO LIMÃO NAS ARTES | 11
(...em torno do topónimo Silveira dos Limões, Beira Baixa)
> Martin Jarrie (n.1953), s/t (citron), c.2004
(graças a Pedro António Santos Saraiva)
Retirado do FB

sábado, 3 de junho de 2017

bom domingo ...



"À laranja e ao fidalgo, o que quiser, ao limão e ao vilão, o que tiver"

(as minhas fotografias)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Armando Silva de Carvalho , 1938-2017, - o poeta -

W.C.

Neste país onde ninguém sabe 
como obram as musas, 
já dizia o outro, 
fazer versos realmente versos, 
que sigam o espasmo do ânus provecto 
dessas criaturas fúteis, decantadas, 
ainda é e será muito difícil. 

Existe sempre um braço etéreo 
que puxa o autoclismo 
no momento exacto da defecação. 
Ouve-se um ruído, 
alguém pergunta ao outro o que se passa: 
«É o som das águas que bate na garganta.» 
Aliviados então os corações repousam 
na sala de visitas da casa devassada 
a que chamam d'alma. 

Armando Silva Carvalho, in 'Sentimento de um Acidental' 


Peça do Museu de Arte Nova de Aveiro, as minhas fotografias

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O significado de "chapada ou bofetada de luva branca " ...


As minhas fotografias


A expressão mais conhecida é «bofetada de luva branca» ou «bofetada de luva de pelica», que significa «resposta delicada, apropriada a uma ofensa» (Orlando Neves, Dicionário das Expressões Correntes, Lisboa, Ed. Notícias, 1999).
É uma expressão usada com bastante frequência como elogio a alguém que tem a arte de ser subtil (mas assertivo) na resposta a algo desagradável que sofreu, de que foi vítima. Trata-se, portanto, de uma expressão metafórica e, simultaneamente, irónica, em que se procura traduzir a ideia de uma situação em que sobressai a inteligência e a subtileza do atingido como forma de retribuir ou responder a uma agressão. Com este ato, a vítima ultrapassa o seu agressor, não respondendo da mesma maneira, não se exaltando, nem enervando. A sua superioridade é evidenciada pelo seu sangue-frio, pelo distanciamento a que se impôs para não descer ao nível do outro.

terça-feira, 30 de maio de 2017

"Meditação Descontínua sobre o Envelhecimento" Miguel Urbano

Ela (final) - "Meditação Descontínua sobre o Envelhecimento"

ELA 


     "Eu conhecera-a muitos anos antes, quando ela era uma adolescente. Mas ao reencontrá-la em Serpa naquela manhã vi uma desconhecida.
     Foi num dia de Junho e o calor abrasava as lajes da velha praça.
     Estávamos numa esplanada, tomando refrescos. No grupo, as conversas, cruzadas, incidiam sobre assuntos diferentes. Eu não as acompanhava. Estava concentrado nela.

   Os cabelos, aquecidos pelo sol alentejano, adquiriram um tom acobreado. Os olhos, enormes, irradiavam uma luminosidade húmida (...). Falava devagar, com um ritmo que lhe valorizava a voz que também me pareceu ser diferente de qualquer voz já escutada. E tudo o que dizia parecia-me profundo, inteligente.
    Reencontrei-a no dia seguinte, num almoço ruidoso na aldeia da sua família materna. E a minha atenção voltou a ser absorvida por ela.
     Lera livros meus e recordou deles personagens, interrogando-me sobre situações e comportamentos em que, como autor, não havia reflectido.
    Deu-me o e-mail para mantermos contacto permanente. Nas semanas seguintes recebi quase diariamente breves mensagens suas. Numa delas citava Proust, a propósito de personagens de grandes romances criadas pela imaginação mas que amamos como se fossem gente. Impressionou-me a sua capacidade para descer fundo no que em cada um de nós é quase incomunicável e registei também o seu domínio da palavra. Ana Catarina transmitia ideias e sentimentos com um estilo original [...].
      À inibição somava-se o temor do ridículo.
     Ela tinha 38 anos e eu ia completar 80. Uma jovem como Ana Catarina não podia sentir-se atraída por um velho como eu. Tomar uma grande afinidade intelectual e humana por um sentimento diferente seria uma atitude reveladora de que eu entrava em fase senil sem me dar conta disso [...]
    Passei a dormir menos. Sem insónias. Deitado, pensava nela durante horas. Um dia venci as muralhas da inibição e disse-lhe que a atracção complexa que exercia sobre mim era um sentimento muito próximo do amor, o que me assustava.
    Mas ela não se assustou. Respondeu que eu a fazia feliz e sugeriu que levantasse as barreiras ao   amor. [...]
     Em Agosto desse ano, 2005, viajei para o Brasil. Decidimos que no meu regresso iríamos passar um fim de semana alargado a Mérida (...). Redescobri ali a felicidade (...).
     Fechei numa gaveta do cérebro as elucubrações sobre o absurdo de romper todas as fronteiras que se interpunham entre mim e uma mulher jovem. Esqueci que tinha mais do dobro da sua idade [...]

     Hoje sei que Etna no Vendaval da Perestroika é um livro filho do amor. Não teria sido escrito se não houvesse encontrado a Caty numa manhã de Junho em Serpa. Quando eu envelhecia, pensando na contagem decrescente do tempo de vida útil, ela me sacudiu até às raízes, levando-me a redescobrir o amor em patamares que não imaginava existirem.
     Reencontrei pela sua mão a felicidade pessoal, meta perseguida pelo homem como fim supremo, esse estado de paz interior, de alegria pagã cultivado pelos epicuristas gregos e satanizado pela igreja de Jesus e muitas outras.
     Caty somente se desentende comigo quando o diálogo incide sobre a brevidade dessa felicidade. Porque na lógica da vida, ela continuará em breve sozinha o seu caminhar (...). A corrente da vida prosseguirá quando eu desaparecer. E de alguma maneira continuarei presente nos meus filhos e netos e em Caty".

         Serpa e Vila Nova de Gaia, Setembro de 2008

Miguel Urbano Rodrigues - Parte IV, pag, 211 a 216 In "Meditação Descontínua sobre o Envelhecimento" - Ed.Calendário


Do blogue Quanto Tempo o Tempo Tem

quinta-feira, 25 de maio de 2017

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Inauguração da Exposição "Paula Rego, Gravuras e Litografias" Público · Evento criado por CPS - Centro Português de Serigrafia



por aqui, há mar e mar e areia sem fim....


O que eu andei para aqui chegar , ó mar.
E , mesmo assim não te alcancei.
Talvez um destes dias , com a força do vento,  ele me empurre para te ver e procura a improvável  estrela do mar...

(as minhas fotografias na praia da Figueira da Foz)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sinais de vida...

CARTA A UMA AVÓ

Avó
o céu está muito azul
como o meu olhar

e o sol muito amarelo
como o meu cabelo

e eu estou a ver uma cerejeira
com um ninho de passarinhos
e uma gaivota
com umas grandes asas abertas

a tua casa
avó
é uma cerejeira
com um ninho de passarinhos.

AF (surripiado a Ana de Freitas ) FB
Fotografia de Luisa, mordomias, Gi Ribeiro